MUTIRÃO ACBJPB - 2011
Aproveito para agradecer pelo esforço e senso de cooperação dos associados q vieram gambarar pela limpeza, restauração e conservação da nossa sede: Osvaldo, sr. Adachi, sr. Saito, Luiz, Tomaz, Fernando, Mayara Yuri, Marcos Arakaki, Luiza, Megumi, Ana, Takako e Keila. Parabéns pela iniciativa Osvaldo. E o churrasco estava ótimo, valeu gente!
Alice

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PASSEIO DA ACBJPB - DONA INES/PB - Dia 16/07/2011
Estive em Dona Inês no sábado, 16 julho, com um grupo de amigos japoneses para participar da II Caminhada e Trilha Circuito Mata do Seró, um evento incluído na cenário nacional através do Anda Brasil, e apoio do Senar, Sebrae e Prefeitura Municipal, cujo percurso é de 10 km, indo pela chã de Tico Badé, descendo para o Salto do Seró, já perto do Curimataú e depois retornando pela Mata do Seró, e dali voltando pra cidade.
A trilha foi invertida, em relação a primeira edição, para amenizar uma subida íngreme. Mas sinceramente não notei muito a diferença, pois pegamos uma trilha estreita, molhada e escorregadia pela frente, que não nos economizou suor e perigos – dois dos nossos chegaram a cair.
A expedição japonesa chegou na Serra por volta das 9:30, vinda da Capital do Estado, composta por 11 pessoas, mas somente 9 em condições de enfrentar a caminhada. Havia alguns idosos como Toshio Adachi, de 81 anos, que completou o percurso. Após preencher a ficha e fazer o aquecimento, pós-se a caminho e completou o percurso em 4 horas e meia.
Uma meta era a queda d’água que batizei logo que a vi de Salto do Seró – tempos atrás, num local de difícil acesso que lhe torna mais maravilhosa e fantástica, com seus 22 metros de queda até formar um pequeno poço e mais 20 metros até o fundão tenebroso. Ali, alguns se arriscaram a descer e ver a cachoeira em toda sua beleza, sentindo os respingos de água e o som – tchaaaaaaaa – contínuo, que inesplicavelmente nos traz paz e tranquilidade.
Alguns sofreram mais do que outros, lógico, devido a falta de treinamento e ao peso da idade. Uma senhora fez pouco mais da metade do percurso e voltou para a cidade de moto.
Ao final, almoçamos no Pedra Azul (3) e na Pousada (6), e nos lançamos pelos caminho de volta, exaustos, cansados, mas com mais uma aventura completa para contar e somar em nossos currículos. Até João Pessoa a chuva não deu trégua.
Mas algumas coisas me incomodaram durante o percurso: 1) só havia um ponto de apoio em todo o percurso e mesmo assim quando só faltava 1/5 do trecho – preferi voltar até a cidade e almoçar de uma vez; 2) muito pouca gente da cidade, uns gatos pingados, quando podiamos ter ali no mínimo 100 alunos e atletas engajados – visando encher os olhos dos turistas que vieram de algumas cidades; 3 – havia uma parte de mata derrubada e uma caiera queimando madeira para fazer carvão – no trecho que vai de Zefinha até Antonio Chicó – um péssimo exemplo de preservação (que não diz respeito à Caminhada em si, mas que é um fato comprovado e destoa com os ideais de quem é caminhante ).
Percebi que tivemos menos gente que no ano passado. O tempo chuvoso há vários dias em toda a região deve ter inibido alguns prováveis participantes, aqueles que viriam de outras cidades. Realmente, muitas cidades enfrentam cheias, alagamentos, queda de barreiras e outras mazelas e acaba por prejudicar quem pensa em sair de casa.
Depois de ver e sentir a dificuldade do percurso nesse tempo de terra molhada e perigosa, devido aos grandes aclives e declives, sugiro que seja criada uma alternativa para os idosos, pessoas acima de 60 anos, evitando que desçam para a cachoeira e possam cruzar a Mata do Seró até a clareira e dali retornando à cidade, formando um grupo diferenciado.
De todo modo, dizer que o fato do evento acontecer, mesmo com toda a chuva que caiu nos dias anteriores é merecedor de aplauso, assim como agradecer aos céus por ter segurado a chuva durante o percurso, minimizando assim os problemas. Elogiar que o ponto de apoio da Mata do Seró estava muito recheado, com tendas de proteção, com música ao vivo do forró pé-de-serra e animação.
E esperar que em 2012 seja bem melhor e possamos ter uma edição perfeita.
Geraldo Guilherme
PASSEIO DA ACBJPB – AREIA/PB - Dia 20.03.11
Com 16 pessoas, Ana, Talita, Marcelo, Luiz, Laurinda, Akira, Jason, Mayara, Fernando, Rui, Elenilza, Juliana, Joseph, Pedro e Ana Maria, realizamos a viagem para Areia, distante 150 km de João Pessoa. Conhecemos o Rancho Nova Vida, uma granja com 09 hectares, encravada a 7 km, nos pequenos morros que circunda a cidade de Areia, aqui na Paraíba. Seu Jorge do Rancho, proprietário vem fazendo melhorias para acolher seus visitantes e sempre fecha um pacote para somente um único grupo de pessoas, podendo comportar até 40 pessoas. Atualmente possui somente dois alojamentos, um feminino e outro masculino, a base de beliches para as pernoites. O local muito aprazível, fica a 650m acima do nível do mar, proporcionando um clima agradável que pode chegar aos 12 ºC no mês de junho. Além de inúmeras fruteiras, quadras de areia de futebol e vôlei, piscina, redário, restaurante, palco para apresentações, churrasqueira, etc. e para mais entretenimento, há diversas trilhas e passeios para conhecer os arredores. Fomos até a pequena barragem , passando pela propriedade do Sub-Tenente dos Bombeiros, João Leonildo, que nos acompanhou nesta mini-trilha de 1,5 h, novamente com fruteiras carregadas e saboreadas por todos, seriguela, pitomba, manga, abacate, goiaba, acerola, laranja e caju. Acho que vou me programar para passar um final de semana por lá, quem topa? Contando mais 1 hora que ficamos lá no rancho, já se foram 2,5h. O tempo estava curto, saímos então para visitar o Museu da Rapadura, onde há uma casa do Senhor do Engenho mobiliada, com algumas curiosidades, dentre as quais uma coleção de cachaça de mais de 50 anos e também um antigo engenho com equipamentos e utensílios da época áurea do ciclo da cana-de-açucar. Tudo isso dentro do Campus da UFPB, onde funcionam os cursos de Agronomia, Zootecnia e Ciências Biológicas. Lá se foi mais 1 hora. Já era meio-dia e meia, e o pessoal começou a reclamar , então vamos ao almoço, na churrascaria Castelo, onde todos puderam saciar a fome e a sede num agradável bate-papo, onde se ouvia entre outras coisas, um constante “Bom Danado”. Voltamos à cidade, e visitamos a Igreja Matriz, Casarão José Rufino e Teatro Minerva, onde logo em seguida iria acontecer a exibição de uma peça infantil. Iniciamos o retorno às 16h, e seguramente os que estavam na Van devem ter tirado aquele cochilo, pela exaustão do passeio mas com o espírito renovado para iniciar uma nova semana.
Como na Van, só poderiam viajar 15 passageiros mais o motorista, acabei indo de moto, como um verdadeiro batedor, puxando os animados turistas da primeira, segunda e terceira idades, e não reclamei nem um pouquinho, pois estava praticando meus hobbys favoritos, viajar de moto e passeios por trilhas ecológicos. Minha família, deve estar pensando, dentre os hobbies faltou só o Karaokê prá ficar completo, quem sabe numa próxima oportunidade.
HIROSHI
Vice-Pres.ACBJPB
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UM PASSEIO POR TOQUIO
Fazer um passeio por Toquio é uma das aventuras mais fascinantes que o ser humano pode viver e quem puder, que faça. Será inesquecível.
As minhas investidas em Toquio se deram nos anos 90, quando morei 9 anos naquela ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês, que abriga as cidades de Toquio, Osaka, Nagóia e Yokohama. Foi um período de muito trabalho e algum lazer. Folgava nos fins de semana, mas viajava pouco, para descansar e também economizar, já que fui até lá para juntar uma grana.
E em algumas dessas folgas fui a Toquio, fazer um tour. Estive no grande zoológico de Ueno, na fabulosa Toquio Tower, na porta do Palácio Imperial, nas chiquérrimas e iluminadas Ginza, Shinjuku e Shibuya, na cidade-eletrônica Akihabara, no grande templo de Asakusa, nas ruas e galerias, e no metrô.
Cada lugar foi um passeio diferente e daria sua história, mas aproveitando do momento em que se realiza em João Pessoa, a Parallel Nippon - que é uma exposição da arquitetura contemporânea japonesa dos últimos anos, farei um relato mais voltado para o que se vê e a relação com o meio ambiente, aproveitando para incluir algumas impressões dos lugares.
Para se ter uma idéia da grandiosidade de Toquio, a melhor pedida é subir a Toquio Tower, torre que tem elevadores e plataforma a 250 metros de altura, onde os turistas conseguem ver a cidade em 360 graus e a noite é um espetáculo inesquecível. Dali se percebe uma metrópole formada de arranha-céus e cortada por ruas arborizadas, onde trafegam veículos em rigorosa ordem e organização.
Por falar em parallel, lembro das linhas de trem que correm paralelas, uma no sentido horário e outra no sentido anti-horário, cortando a cidade em forma de círculo, unindo os principais bairros, em cujas estações se formou grande agrupamento de lojas, shoppings, escritórios e restaurantes, como Ginza (onde estão as lojas de grife mais caras do Planeta), Shinjuku (onde se reúnem todas as tribos), Shibuya (tem o cruzamento de ruas mais movimentado do mundo), Akihabara (a capital mundial dos eletro-eletrônicos); e influenciando na arquitetura local, abrindo passagem para os trens, ora de superfícies, ora de subterrâneo. Aqui cabe uma curiosidade: passa um trem da Marunouchi Line em cada estação a cada 3 minutos, das 5 às 24 horas.
Em Ginza e Shibuya chama a atenção não somente as lojas caras, mas as fachadas de edifícios e lojas, totalmente iluminadas por letreiros em néon formando verdadeiros arco-iris, chamando a atenção dos milhares de visitantes diários que por ali passam. Homens e mulheres bem vestidos, pessoas sempre apressadas, um movimento intenso e o fenômeno cruzamento x pedestres: de repente o semáforo fecha e a rua fica deserta. Nas calçadas vai se formando uma verdadeira multidão. O farol sinaliza de verde e uma tsunami humana invade a rua.
É possível ver um relógio digital no topo de um edifício, com o fuso horário de diversas cidades do mundo; dá para acompanhar a movimentação do Índice Nikkei enquanto se caminha na rua, projetado na parede envidraçada de um prédio
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TURISMO NA SERRA
Um grupo de 25 japoneses que faz parte da ACBJ-PB (Associação Japonesa) fez turismo em Dona Inês no sábado, 24, conhecendo os pontos turísticos como Mata do Seró, Cachoeira do Letreiro, Queda do Barrocão e Tanques do Lajedo Preto, além de uma visita a Cruz da Menina. Voltaram pra casa levando mel, cerâmica, artesanato e muitas boas recordações.
Dentro do projeto de incentivar, desenvolver, crescer o turismo em nosso município, aproveitando a nossa Geografia e as belezas naturais, estão acontecendo as primeiras experiências com turistas, que felizmente tem sido bastante positivas, pois movimenta o setor de alimentação, de guias, de vendas de artesanato e possibilita um contato de nossa gente com pessoas de outras culturas e lugares.
O grupo formado por crianças, adultos e idosos passou um dia mágico em Dona Inês, e muitas pessoas puderam observar dois veículos 'vans' da empresa Extremo Turismo trafegando pela cidade em algumas ocasiões, levando os visitantes - havia no meio um Americano casado com uma japonesa e também um Senhor de Curitiba-PR, passeando no Nordeste.

A primeira parada foi na Pousada, onde tomaram café. Dali seguiram para a Mata do Seró, caminharam sob o ar puríssimo das árvores e observaram as espécies nativas, as curiosidades da mata, e acompanharam a Eco-Sacra, ouvindo as histórias do lugar, as curiosidades, etc. No Canteiro, encontraram o apoio de Nita, Pres. do Assentamento Fazenda Sítio e puderam lanchar e ouvir algumas explicações e fatos daquela localidade. De volta a cidade puderam ve-la lá do alto, passando pela Substação de Energia, pelo Cemitério Velho, ver de perto o Lajedo da Serra e o Cajueiro, onde tudo começou para a cidade.
Depois cruzaram a cidade e se dirigiram para o Letreiro, onde encontraram o guia Cristiano: lá caminharam no leito do Riacho da Serra, sobre pedras e água, que foi um dos grandes momentos do passeio, devido a aventura de subir e descer de pedras, fazer força para ultrapassar obstáculos, passar em lugares altos e estreitos, na beira de abismos, sobre pedras escorregadias, pular de pedra-em-pedra, etc. e também observar as rochas e seus formatos, as locas, e encontrar por fim as Inscrições Rupestres na Pedra do Letreiro, feitas antigamente por moradores da região, provavelmente índios - e que perduram ao longo do tempo. Entre voltar ao caminho normal pela trilha ou pelo leito do riacho, todos preferiram o leito, e haja aventura, pois descer (usando os freios dos pés e joelhos) é tão complicado e emocionante quanto subir (usando a força dos músculos), é até mais perigoso. E chegamos na Cachoeira do Letreiro, que mesmo com pouca água, dá uma idéia da sua beleza. Alguns tomaram banho na água geladinha. E haja fotografar. Dizem que os japoneses são os seres humanos que mais fotografam.
Continuaram descendo o riacho até chegar noutra beleza natural: A Queda do Barrocão, uma cachoeira mais alta do que a do Letreiro. O paredão é bem alto e lá no fundo tem um poço. Alguns componentes desceram e tomaram banho. Passava das 14 horas e alguns estavam bem cansados e todos esfomeados.
Veio o trecho de subida até alcançar os Tanques do Lajedo Preto, onde puderam observar as 'marmitas' que foram se formando ao longo dos milênios, devido a ação dos ventos, chuvas, sol, raízes, etc., e um dos pontos altos do nosso turismo, haja vista a sua raridade. Ali ao lado, Zé Nunes acabara de fazer uma farinhada e algumas pessoas ouviram como se faz o produto e puderam experimentar farinha quentinha e compraram beju - e gostaram.
Ali perto, as 'vans' esperavam para retornar à cidade para o almoço, que se realizou às 14 horas na Pousada, sendo bem elogiado pela qualidade e tempero bastante agradável, além da variedade. Foi tudo rapidinho, para em seguida acompanharem o guia e Presidente da Associação Quilombola, Sérgio, até a comunidade Cruz da Menina, onde puderam conhecer as cerâmicas, os artesenatos e também a Capela Cruz da Menina, onde desceram, entraram, viram a fonte que não seca nunca num local onde o mato seca e falta água geral - é o milagre da Menina - e também curtiram um pôr-do-sol e as primeiras luzes de Araruna, Riachão, Tanques, Nova Cruz, etc.
Com o sol se pondo de um lado, os turistas japoneses também se poram a caminho de volta a capital, do outro lado, para chegar mais próximo do Sol Nascente, onde habitam, levando lembranças de fato e recordações de nossa terra.
fonte: Site da Prefeitura Municipal de Dona Inês
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Viagem do Cônsul Toshio Watanabe a João Pessoa-PB
25/03/2009
Por Geraldo (G. G. Carsan - o fotógrafo)

Há pouco mais de uma semana, chegou-me a notícia e o convite do Dr. Italo Kumamoto e da ACBJ-PB da presença do Consul do Japão em Recife em nossa capital. E assim aconteceram os fatos:
Jornalistas
O primeiro encontro, dia 24, agendado pelo Dr. Kumamoto foi para o encontro do Cônsul Toshio Watanabe com vários jornalistas da área politica e econômica, para um almoço no Restaurante Gulliver, em Tambaú, lugar onde aconteceu o famoso confronto Ronaldo Cunha Lima e Tarcísio Burity - o primeiro desferiu vários tiros no segundo. Estavam no encontro os jornalistas Nonato Guedes, Padre Albeni, Ruy Dantas, Nelson Coelho, Astrid Bakker e Agnaldo Almeida, que conversaram com o Cônsul durante duas horas. O Cônsul queria saber sobre a política e economia local, enquanto que os jornalistas queriam saber se existe uma linha de investimentos japoneses no Brasil.
Foi muito bom fazer os contatos com esses ícones da comunicação paraibana, haja vista que surgiram diversas manifestações e idéias que poderão fazer história no médio-prazo, como a intensificação de intercâmbio cultural e a proximidade dos paraibanos e dos japoneses através do circuito 'cidades-irmãs'.
O Cônsul Watanabe queria mais ouvir do que falar, mas explicou que o governo japonês tem interesse em parcerias com o Brasil e está estudando as possibilidades.
Fundação José Américo
Depois do almoço com os jornalistas, o Cônsul dirigiu-se para a Fundação José Américo de Almeida, onde já participara de um evento no Ano do Centenário da Imigração Japonesa e retornou lá para conhecer melhor as instalações e agradecer a acolhida anterior, como é praxe dos nipônicos. Lá foi recebido pela nova Presidente, a simpática e competente Sra. Letícia das Mercês Maia Pinto Ferreira - que conheceu Zé Américo vivo, pois o seu pai morava vizinho dali; e a Secretária-Executiva da Fundação, Sra. Kelly Cristina Moura de Menezes Lira, também simpaticíssima e atenciosa, além do corpo de servidores daquela casa.
Visitamos a Biblioteca, o mausoléu do escritor e seguimos para a Presidência onde tomamos café ouvindo as histórias do renomado político e escritor paraibano e por fim fomos agraciados com um buquê de obras.
E para não dizer que não falei das flores, sugeri uma exposição japonesa nos mesmos moldes daquela do Tambiá Shopping ali na Fundação e a idéia foi aceita como uma sobremesa após o almoço.
ACBJ-PB
O Cônsul ofereceu um jantar para 10 associados, escolhidos pelo Presidente Jorge Oashi, entre os mais ativos da ACBJPB, no Sal e Brasa, restaurante no Bessa. Ali, com a presença de Ítalo Kumamoto e do ex-bolsista da AMBEJ, Alexandre Dias, em clima de descontração, conversou-se de tudo um pouco. É nessas conversas que o Cônsul vai conhecendo melhor os conterrâneos e fazendo as suas análises, que são parte do seu serviço.
Estavam presentes Geraldo G. Carsan, Hiroshi Oashi, Ítalo Kumamoto, Toshio Watanabe, Alexandre Dias, Toshio Adachi, Akio Sato, Bruno Morais, Anna Manabe e Tomaz Arakaki.
A nova casa estava cheia de clientes mesmo numa terça-feira e chamou atenção o número de aniversariantes que curtiam a data ali, cantando-se parabéns a pequenos intervalos de tempo e até fiquei estudando a possibilidade de ali abrir um studio fotográfico.
Governador
No dia 25, às 10:30 h, acompanhei o Dr. Italo Kumamoto até o Palácio da Redenção, onde o Cônsul tinha uma audiência com o Governador recém empossado José Maranhão. Chegamos ao local e juntamente com Jorge Oashi, Alexandre Dias, Bruno Morais e Anna Manabe, fomos recebidos pelo Governador.
Após a troca de presentes, o Cônsul foi direto ao assunto, parabenizando em nome do governo japonês a ancensão de Maranhão e depois entrando na pauta da política e economia.
O Governador falou da tendência turística do nosso Estado, que vem sendo explorada por empresários europeus. O Cônsul perguntou da mineração no interior do Estado e o Governador respondeu que existe muito minério na região de Cajazeiras, onde os chineses já estão atuando e encontraram enorme jazida de material de ótima qualidade - e de Cajazeiras até o Porto de Cabedelo são 450 km servidos por ferrovias. Falou-se ainda que a Paraíba precisa de um porto maior, que possibilite receber grandes cargueiros.
O Cônsul disse que Brasil e Japão se completam, pois um tem alta tecnologia e o outro tem as matérias-primas e potencial energético, formando uma dupla muito dinâmica e que poderão interagir cada vez mais.
Eu, ao final, aproveitei para dizer ao Governador que a ACBJPB realiza uma feira anual e temos o interesse de colocar no calendário oficial de eventos do Estado da Paraíba e o seu representante máximo se mostrou concordante.
Prefeito
Saímos do Palácio do Governador e corremos para o Paço Municipal, onde fomos recebidos pelo Prefeito Ricardo Coutinho. Ali aconteceu nova troca de presentes e iniciou-se um papo sobre a cidade e seu potencial para absorver empresas japonesas interessadas em atuar a partir do Porto de Suape, em Recife, pois por estarmos perto, 110 km, com boa rodovia, representamos uma alternativa para empresas interessadas em local que apresente boa qualidade de vida.
Houve uma maior participação dos presentes, pois a ACBJPB já teve contato com a Prefeitura quando buscava uma praça para adotar e construir um monumento japonês para celebrar de forma maiúscula o Centenário da Imigração Japonesa. Expliquei ao Prefeito o fato de não ter dado certo - devido ao tamanho da praça e do tombamento pelo Ifhan, que não permitiria muitas mudanças na arquitetura original. E falamos da concessão de nova praça ou doação de um terreno para a construção da sede, mas o Prefeito disse que está proibido de doar terrenos públicos, mas uma praça poderá ser concedida para associação e Prefeitura trabalharem em conjunto.
Entramos no campo da cidade-irmã, que deve ser pleiteado pela Prefeitura e ficamos de avançar nesse assunto. O certo é que o Prefeito se disse aberto para novos encontros e não descartou qualquer iniciativa que venha somar para os dois lados.
Almoço
Ao deixar o Paço, dirigimo-nos para o Restaurante Mangai, no Bessa. Viajei com o Cônsul e ele deixou claro que num primeiro momento, deveríamos resolver o problema da sede entre a ACBJPB, o Consulado e o IFK. Ele se mostrou pessimista, pois uma sede tem uma grande despesa e somente com as aulas não daria para cobrir os custos e havia somente uma pequena possibilidade de conseguir verba do governo japonês. Dei minha opinião de que com cursos de língua e outros da cultura japonesa daria para tirar a despesa da sede. E os professores, quem paga? Eu respondi que o IFK já vinha pagando e continuaria assim. Aproveitei para dizer que acreditava que daria certo devido a força de vontade da nova Diretoria. Ele ficou pensativo e fez algumas perguntas concernentes - inclusive comentou que muitas associações começam e depois param pela metade.
Chegamos ao Mangai e ele foi enfático ao reunir na ponta da mesa com Kumamoto e Oashi para fechar um plano. Durante quase uma hora falaram muito sobre o assunto. O Cônsul disse que ficará no comando do Consulado em Recife só até o fim do ano e que tentaria nos ajudar ao máximo nesse período. Ficou acertado que a ACBJPB alugaria uma casa para iniciar os trabalhos e assim foi feito 3 dias depois.
Analisando...
É possível afirmar que o experiente Cônsul Watanabe veio a Paraíba em Missão Especial para sondar como está a Paraíba nesse momento de conturbação político-econômico e que conseguiu falar com os líderes e com os principais formadores de opinião, reunindo informações para balizar a sua análise; e que o Sr. Cônsul sentiu a força da ACBJPB através da sua história e da sua motivação e pretende nos dar uma força para que consigamos melhorar como entidade e como representantes do povo japonês, pedindo que não fechemos as portas para os simpatizantes da cultura japonesa que nos procurarem, ou seja, que caminhemos unidos com os brasileiros.
Fotos
por: G. G. Carsan
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Relato da XII Feira Japonesa do Recife
Data: 30.11.2008
Por HIROSHI
Foram 34 pessoas, entre associados, alunos e amigos do curso de nihongo que prestigiaram a XII Feira Japonesa do Recife, ocorrida no último domingo, 30 de novembro de 2008, foram eles, Jorge Kiyoshi Oashi, Tetsuji, Haruno e a neta Akemi Saito, Akio, Yoko e o neto Kenji Sato, Akira, Megumi e o filho Marcus Mogi, Toshio Adachi, José e Mioco Gomes Fueta, Fernando Farias, Alice Satomi e Mayara Satomi Farias, Osvaldo Hiroshi, Ana e Talita Oashi, Marcelo Paiva, Sergio Crispim, Liriam Norie e Geovanna Nagao, Maria José Bezerra de Menezes, Juliana Ribeiro, Ligia Cristina, Bruno Melo, Danielle e Raissa Pereira da Costa, Ícaro Medeiros, Yuliani Gomes, Daniel Lucena, Camila Costa, Tharramatta Bruce.
Saímos de João Pessoa em 02 vans e 01 carro às 10h e retornamos às 22h. O grupo bem heterogêneo, formado por crianças, jovens, adultos e idosos - tsukareta dessuné. Fomos recepcionados pela organização do evento, ACJR-Associação Cultural Japonesa do Recife, Consulado Geral do Japão e Sra.Zelia da Anbej que nos conduziu até a barraca gentilmente reservada a ACBJPB-Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba – Domo arigatô gozaimashitá.
No palco o Sr.Valter Kuai, presidente do comitê do centenário da imigração em Pernambuco, comandava as atrações e animava o público. Tivemos a oportunidade de acompanhar as apresentações de Karaokê, com figuras ilustres como o consul geral do Japão, Sr.Toshio Watanabe e aproveitamos também (Hiroshi e Sergio Sensei) para cantar 02 músicas, registrar nossa presença, parabenizar e agradecer a organização do evento por mais esta realização.
Este ano o número de populares aumentou consideravelmente, sobretudo adeptos de cosplay que desfilavam em inusitadas fantasias. Haviam 03 ruas movimentadíssimas com barracas padronizadas e variedades de objetos à exposição e vendas como, kudamono, souvenires, bonsai, origami, shodô, vídeos e fantasias de anime, kimonos, camisetas, roupas e material de artes marciais, ikebana, bonecas, etc. Muitas opções de comida típica japonesa, Yakisoba, Sushi, Harumaki, Pastel e Okonomiyake eram os preferidos.
Tivemos a oportunidade de reencontar conhecidos da ACJR , Sr.Kenichi e Kazuko Iwata, Tadashi Kaneko, Jaime Nobuo, Aroldo Ojima, Yasuhiko Hatori, Tomiko Matsumoto e do consulado , Sr e Sra.Suzuki, Sr e Sra.Moriya, Sr. Kono e Sra.Satoko.
À noite a partir das 19:30h, nossa comitiva pode assistir ao show musical da cantora japonesa Mio Matsuda, que interpretou com muita desenvoltura músicas japonesas e surpreendentemente músicas brasileiras, sobretudo nordestinas como, “Paraíba masculina mulher macho sim senhor” , cirandas e frevo que empolgou todos nós – Tsuboi data dessuné!
Infelizmente, por volta das 20h, tivemos que partir sem assistir as apresentações do grupo de taikô – Ryokyu Koku Matsuri Daiko e do Gakudan Ren Recife Wadaiko e o encerramento com o Bom odori, comandado pelo grupo de dança Yosakoi Soran do seinenkai do Recife. Fica para o próximo ano! – Yoroshiku onegaishimassu!
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Participação da ACBJPB na Semana Cultural Brasil Japão em Fortaleza/CE.
POR: Osvaldo HIROSHI Oashi
O grupo Jampakoto, se apresentou na Semana Cultural Brasil-Japão do Ceará, realizada em Fortaleza, nos dias 19/09, sexta e no SESC Dragão do Mar, antes do grande show, 20/09, sábado, no auditório central da UECE, durante a Caravana de Karaokê Brasil 2008. Com o conhecido estilo de aula-show, a professora Alice Satomi, diretora cultural da ACBJPB, e demais componentes do grupo, na oportunidade com Fernando Farias, Mayara Satomi Farias e Mioco Fueta, apresentaram inúmeras músicas para um público atento e diversificado, formado por crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, no hall de entrada do SESC. Ao final, o público entusiamado, cantou a música “Sukiyaki”, como é conhecida nos EUA ou “Ue o muuite”, conhecida canção japonesa dos anos 60 do saudoso cantor Kyu Sakamoto. O misto de música erudita, clássica e contemporânea, ficou marcante naquela apresentação – “Banzai!”. No dia seguinte, ou seja, na Caravana de Karaokê, o grupo apresentou somente uma música, cerca de 15 minutos, para um público igualmente interessado, porém estabanado, em função do calor permanente no auditório da UECE. Acompanhou também o grupo de koto, José Gomes, marido da Mioco e Sra.Satomi, mãe da Alice, “Daijobu data né”!.
Foi a partir das 20h, no anfiteatro Dragão do Mar, que se deu início o Grande Show do Centenário com o cantor Regis Miyashiro, procedente de São Paulo. Segundo o próprio, cantor formado pela insistência em cantar nos karaokês. O show foi um grande karaokê, com os clips e as letras das músicas, projetados em dois grandes telões. Todos puderam cantar sucessos do rock-pop nacional de Renato Russo, Paralamas, Legião Urbana, Los Hermanos...e músicas pop e enka japonesas, entre elas, “Natsu no owari no harmony” (Inoue Yousu & Anzen Chitai) e “Kanashimi ni sayonara” (Anzen Chitai), entre outras.
Após a apresentação do Regis, fui cumprimentar o organizador e mestre de cerimônia do show, Celso Sakuraba, secretário do Instituto Cultural Nipo-Brasileiro do Ceará. Trocamos algumas palavras e em seguida me pediu que o acompanhasse, foi quando entramos no camarim e fui apresentado a estrela da noite, o cantor Joe Hirata e o também ilustre Regis Miyashiro. O primeiro aguardando para entrar em ação e o segundo descansando após exibição – “ Yoroshiku onegai shimassu!”. Nesta oportunidade, o Celso, se referiu a mim como representante da ACBJPB e nos identificou como uma entidade já reconhecida no meio cultural e muito organizada, destacada ainda pela existência do site. Veja, nossa responsabilidade aumenta a cada dia. Aproveitei para tirar fotos com os dois artistas e avisei para ficarem de prontidão, pois em alguma oportunidade iríamos contactá-los.
Entre as duas apresentações, por duas horas, o grupo de taikô de Pilar do Sul/SP, executou batidas e coreografias simplesmente espetaculares que levantavam o público que os aplaudiam de pé a cada execução. Formado por adolescentes e jovens, foram cerca de 20 tambores (Okedo, Shime, Nagado-Daikô....), numa comitiva de 30 pessoas entre tocadores, pais e acompanhantes. Durante a apresentação o coordenador do grupo de taikô explicava em detalhes os acordes e posturas dos tocadores. Apesar de adolescentes, o preparo físico, a disciplina e a dedicação são fundamentais para o bom desempenho na busca da perfeição das batidas. Uma das atividades que contribuem para tudo isso, sem dúvida, é a pratica do Soran, coqueluche dos jovens por todo o Brasil, da qual o mesmo grupo protagonizava no palco, entre as apresentações de Taikô. Os alunos do curso de língua japonesa da UECE, que formam o grupo de dança Yosai Soran, também fizeram sua apresentação durante o grande show. Assistir a uma apresentação dessa natureza é de fundamental importância para quem deseja evoluir nesta arte, que mistura cultura, esporte e musicalidade, pois tem um ingrediente de cada um nesta atividade. Explicava o professor, as músicas apresentadas são como uma história e dependendo da força da batida ela representa a raiva, o entusiasmo, a alegria, a apreensão, a tristeza. Uma das músicas executadas, representava a briga entre dois bêbados, então isso refletia na batida descompassada e em seguida a batida violenta como resposta ao oponente.
Joe Hirata subiu ao palco às 23h, cantando músicas sertanejas, que é sua especialidade mais solicitada nos shows pelo mundo afora. Emocionou o público com a versão brasileira da música “Saigo no iwake” de Hideaki Tokunaga, “Kanpai” de Tsuyoshi Nagabuchi, interagiu com o público, distribuiu brindes e mostrou todo seu lado carismático, “Tsuboi dessu né!”, fechando brilhantemente o grande show do centenário.
No sábado à tarde pude acompanhar a Caravana de Karaokê Brasil 2008, na UECE, coordenada pela professora Laura Iwakami. Participaram 15 candidatos e ao chegar me inscrevi para um sorteio, seriam quatro sorteados, para cantar como convidado. Coloquei a música “Sarai” de Yuzo Kayama e Shinji Tanimura, para homenagear os cem anos da imigração no Ceará, mas infelizmente não fui contemplado e assim não pude fazer propaganda da ACBJPB. Mas, a Alice citou em sua apresentação, o início da nossa atividade junto ao curso de nihongo que certamente irá propiciar candidatos às próximas caravanas. Predominou músicas de anime e pop, com raríssimas enka, duas ou três, não havia vídeo, só áudio, e as performances eram as mais variadas, excelentes ou desafinadas extravagantes ou largados, letra na ponta da língua ou fila no papel, profissionais ou amadores, foi uma autentica festa hip-hop. Só houve um participante de fora, o Luciano de CEFET/RN, os demais todos do NLE/CE. Aos iniciantes que almejarem participar no ano que vem, atentem para decorar a letra da música, postura e comunicação com o público, e muito treino. Nada impossível de se conseguir em um ano, “Gambate kudassai”!.

Domo arigato gozaimashita!!
JPessoa, 23 de setembro de 2008.
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por: Rodolfo
SESSÃO SOLENE DA CÂMARA DE VEREADORES PARA HOMENAGEM DO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA – 15 AGOSTO DE 2008
A sessão foi realizada no auditório do FIEP/SESI e iniciou às 17h00min h. Foi presidida pelo vereador Durval Ferreira, secretariada pelo vereador Herval Bezerra, e a homenagem proposta pelo vereador Geraldo Amorim. Na mesa, além dos vereadores estavam, o presidente da ACBJPB, o Dr. Ítalo Kumamoto, o administrador Dorgival Ferreira, e o presidente do Conselho de Medicina.
Após as formalidades iniciais, o presidente da associação discursou agradecendo a homenagem e ressaltando a importância no incremento das relações entre o município e os programas do governo japonês. A banda da Polícia Militar tocou o hino do Japão e o grupo de Taiko da associação apresentou três músicas.
Na mesma sessão foram entregues o título de cidadão Pessoense ao administrador Dorgival Ferreira (votação de 1982) e ao Dr. Ítalo Kumamoto (votação de 1996)
A sessão foi marcada pela presença de familiares e amigos dos homenageados e de parte dos associados. No final foi oferecido coquetel.

por: Mioco
SEMANA DA CULTURA JAPONESA
2008 – “CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL”
CENTRO DE CONVENÇÕES DO ANHEMBI
JUNHO DE 2008
ORGANIZADO PELO BUNKYO
Chegamos dia 12/06/08, Alice, Fernando, Mayara, Virgínia e eu, fomos no mesmo vôo da TAM!
Na sexta-feira, dia 13/06/08, houve ensaio geral na casa da Saito-sensei às 14h, mas até afinar os ±17 kotôs foi um tempão!
No sábado, dia 14/06/08, a gente ia tocar às 10horas na abertura, mas Saito-sensei convocou o pessoal do kotô para reunir-se na casa dela às 5.00h da matina, para fazer a afinação dos kotôs e eu... me perdi e não consegui chegar a tempo, mas consegui pegar o outro ônibus, ufa!
Miwa-Kai – Este grupo é composto de integrantes de SP + JP
Alice, Fernando, Kayami, Mayara, Mioco, Virgínia - de JP
De SP havia participantes da igreja Nitiren, 3 Corais – o dos ex-bolsistas, mais 2, etc...
No total havia uns19 kotôs, uns 3 shakuhatis, violoncelo, etc...
Peça inicial – Ettenraku com a colaboração do Miwa-Kai
2ª peça – Kayami
3ª peça – Gojo-gen – NÓS DA PB!!!
O auditório estava bem vazio, pois começamos às 9 horas da matina, depois foi chegando mais gente. A tensão era muita, mais acabou saindo muito bom, com todos os instrumentos e corais. No meio da audição apareceu um som “fantasma” de sinal de rádio, minha filha ficou injuriada, a gente teve de manter a pose.
Teve até “sanduichinho” e o pessoal ajudou a gente a se vestir.
Na peça de Hiroshima, o Kagura de Akitakata onde há vários grupos de Kagura um figurante de cobra desequilibrou-se e caiu das escadas, a gente riu um bocado, mas depois bateu palmas para o ator. O mis-en-scene foi deslumbrante, a roupagem maravilhosa e os truques espantavam a gente. O governador de Hiroshima estava lá dando a maior força aos seus patrocinados. A cena das cobras foi inacreditável.
O grupo de taikô de Susano, o campeão de 2008, conforme a Alice, fez um sucesso enorme, mas os taikôs do Japão tem muito mais sonoridade. Deve ser material e modo de construir.
O Gagaku, que tocou música da corte imperial, interpretou peças muito antigas, acho que muito fiéis aos originais, com roupagem e ambientação caprichadas. Tocaram Ettenraku também, mas foi num ritmo mais lento que o nosso. As dissonâncias dos sopros se destacavam, mas não conseguiam expulsar algumas pessoas que faziam questão de conversar. Uma coisa digna de chamar a atenção foi a presença de jovens brasileiros que fizeram questão de sentar bem na frente e assistir ao concerto praticamente babando, de boca aberta!
A Banda da Marinha Japonesa tocou muitas peças legais e um Sakurá bem estilizado, além de samba!
A Orquestra Jazz Sinfônica convidou o grupo Mawaca e o grupo Taiko Shô e deram um show! A orquestra toca músicas populares, o Mawaca canta em japonês sob orientação da professora Tamie Kitahara, que alem de tocar kotô, tocou shamissen e ainda cantou. A pronúncia foi impecável! O Mawaca canta em várias línguas. A regente desse grupo, uma amiga da Alice, exigiu afinação e harmonia perfeitas entre vozes e instrumentos. Ah, a Alice é amiga também da Tamie (Cá entre nós, quem é que não conhece a nossa Alice?).
O Festival de Okinawa apresentou músicas e danças totalmente novas para mim, tive uma imersão de 3 horas em música okinawana! Um grupo enorme, mas muito organizado. Muitos jovens tocando shamissen, mas nas danças predominavam as pessoas mais idosas. Maravilhoso!
O Haku Hinodê, coral da Universidade, dirigido pela Alice, começou na hora, às 21h, mas como houve um intervalo de 40 minutos antes dessa apresentação, muitas pessoas foram embora, mas depois começou a aparecer gente de não sei donde. Fiquei toda estufada de orgulho, quando apareceu o primeiro dos slides que a nossa Alice colocou didaticamente, acompanhando a apresentação. Nesse primeiro slide apareceu: Universidade Federal da Paraíba e Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba apresentam Haku Hinodê. E a Alice me disse que o nome da Paraíba apareceu também em outras publicações.
O repertório e os arranjos foram muito bem escolhidos, a platéia chegou a cantar junto bem baixinho. O coral estava ótimo, só de gaijins, e a família da Alice estava impecável: Fernando “Bom Danado” (apresentado como tal por um dos membros do coral!) na flauta, Kayami com o seu violoncelo, Alice no kotô e teclado, Mayara no kotô. O pessoal do coral ficou na chácara gentilmente oferecida pelo Saito sensei, e recebeu as passagens pela UFPB, a quem somos muito gratos.
O grupo de taikô japonês Nihon Taiko Renmei é um grupo campeão no Japão, e todos os participantes, moças (3) e rapazes (2) e o sensei tinham bíceps desenvolvidos, apesar de magros. Tocaram divinamente, e o som dos taikôs japoneses é melhor que o dos nacionais, deve ser o material e técnica de construção. As moças magrelas tocavam muito bem!
A Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa se apresentou, mas tocou somente uma peça, que pena!
O balé Yuba é a realização de um sonho: um grupo de japoneses (nikkeis?) morando em uma comunidade no interior de SP, sobrevivendo da agricultura, estudando dança e música à noite! Eles apresentaram como peça final uma narrativa baseada no cotidiano dos imigrantes, que foi muito aplaudida. Eles fazem questão de sempre apresentar essa peça em todas as suas audições. A sensei veio do Japão há uns 30 anos.
A Hibiki Family consiste de um sansei que mora no Japão (!!) com sua família e foi um contraste com o até então tom solene das apresentações: misturaram japonês com português, gíria, deboche, a platéia ficou enlouquecida, principalmente as meninas.