FEIRAS

 

III FEIRA JAPONESA DE JOÃO PESSOA

Veja as fotos

A III Feira Japonesa é uma realização da ACBJ-PB através de seus associados, apoios e patrocínios, objetivando a divulgação da cultura japonesa e ao mesmo manter as tradições milenares.

Esta versão da Feira, com caráter cultural, será realizada no Mezanino 2 do Espaço Cultural José Lins do Rego, localizado no bairro de Tambauzinho, nos dias 1 e 2 de Junho de 2007, conforme programação abaixo.

Venha conhecer mais um pouco do Japão nesse grande evento. Convide os amigos e compareça com a família. Teremos barracas com comidas típicas e venda de produtos japoneses.

Na parceria com o Instituto Felipe Kumamoto, teremos uma equipe fazendo a medição de pressão arterial e testes de glicemia, gratuitamente.

Chamamos atenção para o importante evento da Cerimônia do Chá, realizado pela primeira vez numa feira em nosso Estado.

A entrada é franca!!!

Estas são as imagens de divulgação da Feira Cultural, baseadas no Taikô (instrumento utilizado nas festas japonesas) e no Inoshishi (Javali, um dos componentes do horóscopo, que rege o ano de 2007 no país do Sol Nascente). Da esquerda para direita: cartaz, panfleto e camiseta.

        

Programação III Feira da ACBJ-PB

 

Sexta, dia 01.06.07

Hora

Atividade

19:00

Aberturamúsica: grupo de taiko da ACBJ-PB e Jampakoto (dir. Alice Lumi); lançamentos: concurso de monografia e logotipo da IV Feira; autoridades convidadas: Consulado Geral do Recife, Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, prefeitura, Funjope, Associação Cultural Japonesa do Recife (ACJR), ACBJ-BA, Associação Nordestina de ex-Bolsistas e Estagiários do Japão (Anbej), Associação Agrícola Nippo-Brasileira de Rio Bonito – PE, UFPB, Funesc, e Instituto Felipe Kumamoto.

20:00

Palestra: “Passado, presente e perspectivas da cultura japonesa no Brasil”, pelo prof. Kokei Uehara, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e da Comissão do Centenário da Imigração, de São Paulo.

 

Sábado, dia 02.06.07

9:00

Chadō com a profa. Fumiko Satomi e Olga Tiyoko Oba (Escola Urasenke do Brasil), de São Paulo, acompanhada pelo Jampakoto.

10:00

Oficina de kadō: com a profa. Yoshie Wakiyama, da Associação de Ikebana de Pernambuco.

11:00

Dança tradicional Yosakoi Soran Bushi, com o seinenkai (jovens da ACJR), de Recife.

12:00

Artes marciais: Kendō com o grupo Mugen-kai, prof. Márcio Medeiros; Academia Central de Aikidô com prof. Rogério Paodjuenas; Judô com o prof. Bruno Brito; e grupo Kotobuki Karate Kyōkai, com o prof. Artur.

14:00

Artes marciais: grupo Kotobuki Karate Kyōkai, com o prof. Artur; e ninjutsu bujinkan, com a equipe Sakura Dojō, prof. Simão Freitas.

 

Oficina de Iniciação ao hai-kai, com a profa. Paula Ziegler.

15:00

Mesa “Trajetória das entidades culturais nipo-brasileiras do nordeste”: Emilton Rosas (ACBJ-BA), Dr. Masaichi Okazaki (ACJR), Girley Brazileiro (ANBEJ), Hideo Haruta (Aanbrb) e Rodolfo Manabe (ACBJ-PB).

17:00

Chadō com a profa Fumiko Satomi e Olga Tiyoko Oba (Escola Urasenke do Brasil), de São Paulo.

18:00

Mesa: “Artes nipônicas na Paraíba: marciais, música, bonsai, haikai, anime e origami”, com Simão Freitas, Alice Lumi, Toshio Adachi, Paula Ziegler, Washington Sousa Jr e Maité Kulesza.

20:00

Encerramento - música: com o grupo de taiko da ACBJ-PB (dir. Alice Lumi) e Círculo de Tambores da Paraíba (dir. Chiquinho Mino); Dança: Bon-Odori, Soran e Matsuri Dance, com o seinenkai de Recife.

Auditório Augusto dos Anjos           Mezanino 2

Coordenação Geral: diretoria da ACBJ-PB

Programação Cultural: Alice Lumi e Washington Sousa (marciais);

Programação espaço físico: Ana Manabe

Balcão Info e apoio logístico: Seinenkai e sócios da ACBJ-PB.

Exposições permanentes: dobraduras de papel, incluindo oficinas com o grupo Origami-jampa; culinária; anime manga (fanzine), com o grupo da ACBJ-PB; poemas haikai, de Paula Ziegler; orquídea e bonsai, do sr. Toshio Adachi; shodō (caligrafia), livros, CDs, fotos, utilitários e ornamentos japoneses, dos associados da ACBJ-PB; massagem com Tomiyuki Sato e Silvia Saraiva; tomadas de pressão e testes de glicemia, com o Instituto Felipe Kumamoto.

Apoios: Instituto Felipe Kumamoto, Funesc, Consulado Geral do Japão,Grupamento de Engenharia, UFPB, Gabinete Cultural Fuba, Saga Representações Ltda., Littoral Hotel e Flats, Fran Fardamentos, Jornal Nippo-Brasil.

Promoção: Ovos Tamago, Cia. da Terra, Motomar Honda, Camil, Fórmula Motos Suzuki, CDL Distribuidora.

MAIS NOTÍCIAS:

ENTRADA FRANCA - a Associação e seus parceiros patrocinam a Feira e não cobrará ingresso. Portanto, venha e traga toda sua família e amigos para um programa diferente. Arigatô!

 

A FEIRA - terá a sonorização de Planeta Som, filmagem da Produtora Litorânea, Fotografia de Gerafoto Studio, Ornamentação de Show Nippon View e Segurança da Planet Security of Japan.

 

CHADÔ - Por ser a primeira apresentação no Estado da Paraíba e para atingir o maior número de visitantes, a Cerimônia do Chá será executada duas vezes no sábado, às 9 e 17 horas.

 

ESPECIAL - Curso de Ikebana - com a profa. Yoshie Wakiyama, do Recife. Torne-se  expert nessa arte milenar japonesa.

 

DIVULGAÇÃO - Foram impressos 500 cartazes, 1000 folders, 5 faixas, 1 banner; enviada a programação para os principais jornais e TVs; divulgação na comunidade da Associação no Orkut e convites para autoridades e empresários de diversos setores.

 

PARCERIAS - Estão apoiando nessa Feira os parceiros: Instituto Felipe Kumamoto, Consulado Geral do Japão, UFPB/COEX, Gabinete Cultural Fuba, 1º; Grupamento de Engenharia, Littoral Hotel e Flats, Saga Repr. Ltda., Jornal Nippo-Brasil, Fran Fardamentos, FUNESC, Cia. da Terra, Ovos Tamago, Motomar, Fórmula Motos, Camil e CDL Distribuidora de Alimentos.

 

COMISSÕES - Grande parte dos associados se dividiram em várias comissões: Culinária - que levarão as delícias da cozinha nipônica; Seinenkai - grupo jovem responsável por bebidas, ornamentação, divisão do espaço e apresentações; Patrocínio - que buscou apoio e patrocínio de entidades e empresas; Cultura - responsável pela programação, contatos e parte musical;  Artes Marciais - contactar as diversas academias da cidade.

 

III FEIRA CULTURAL - A gente poderia dizer que a Feira Japonesa foi boa. Mas não podemos. Somos obrigados a dizer que a feira foi ótima! sob todos os aspectos. E é pouco. Foi maravilhosa, foi fenomenal. Foi sucesso total!!! Kampai! (03/06/2007-17:38). 

 

Mensagem do Presidente :

"Minha avaliação particular sobre a feira é de que foi um tremendo sucesso. Isso só aconteceu por causa da boa vontade e do empenho de cada um. Puxa!!! Trabalharam bastante!!!! Muito obrigado e bom descanso".

 

PRESTAÇÃO DE CONTAS - Realizada a prestação de contas no domingo, 10. Breve será divulgado o resultado final das atividades da III Feira.

 

CONCURSOS - Foram lançados dois concursos durante a abertura da Feira.  Uma Monografia sobre Os Japoneses na Paraíba e a Criação da Imagem para Divulgação dos 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, com 1.500 reais em prêmios para os vencedores.

 

PARCERIAS - Apoiaram nessa Feira os parceiros: Instituto Felipe Kumamoto, Consulado Geral do Japão, UFPB/COEX, Gabinete Cultural Fuba, 1º; Grupamento de Engenharia, Littoral Hotel e Flats, Saga Repr. Ltda., Jornal Nippo-Brasil, Fran Fardamentos, FUNESC, Cia. da Terra, Ovos Tamago, Motomar, Fórmula Motos, Camil e CDL Distribuidora de Alimentos.

 

 

RELATO DA FEIRA

" A III Feira começou com uma breve apresentação da Cerimônia do Chá (por Fumiko Satomi e Olga Oba - de São Paulo) para os convidados, no Auditório 2, acompanhada musicalmente pelo grupo Jampakoto.
Na sequência ocorreu a quebra do taru, no enorme salão das apresentações, ornamentado com tochins, cartazes, faixas, banners e o olhar atento do público para essa, até então, estranha forma de abrir um evento.
A seguir a abertura falada, no auditório 1, onde o Presidente Rodolfo Manabe deu por iniciado os trabalhos. Na mesa, os Srs. Emilton Rosas (ACBJ-BA), Consul Takeshi Goto (Consulado Geral do Japão - Recife), Rodolfo Manabe, Kokei Uehara - palestrante (Bunkyo São Paulo) e Ítalo Kumamoto (Instituto Felipe Kumamoto - João Pessoa). 
Foram lançados dois concursos que coincidirão com os festejos do Centenário: O Instituto Felipe Kumamoto pagará o prêmio de R$ 1.000 pela melhor monografia sobre o tema "Os Japoneses na Paraíba" e a ACBJ-PB lançou um concurso para escolher a imagem-símbolo para a divulgação do Centenário em camisas, cartazes e material geral, pagando R$ 500,00.  
A palestra do Sr. Kokei Uehara foi bastante proveitosa e deu-se em clima festivo e agradável, sobre o 'Passado, presente e perspectivas da cultura japonesa no Brasil", chamando atenção para as nossas qualidades de país multi-raças e multi-religiões, convivendo harmoniosamente, como base essencial para prever um belo futuro nas relações nipo-brasileiras, principalmente agora com os holofotos e esforços voltados para o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
Depois foi servido um coquetel para os presentes, com sakê e sushi.
 
A Feira começou pontualmente às 9 horas do sábado.
O grande espaço foi dividido para as bancas dos associados e para os expositores (patrocinadores) exporem seus produtos - forma de agrada-los e torna-los parceiros.
Da associação havia a mesa de bebidas, de comidas, de produtos japoneses, de artesanato, de origami, de bonsai, camisetas e hapis, informações (panfletos, folders, cursos, etc). Dos patrocinadores havia representantes da Ajinomoto, Nissin, Sakura, Camil, Cia. da Terra e mesa da UFPB. E o espaço do Instituto Felipe Kumamoto, que através do Hospital São Francisco, enviou uma equipe para medir pressão e fazer teste de glicemia.
Nos auditórios 1 e 2, ocorreram a oficina de ikebana (Prof. Yoshie Wakiyama - Recife), oficina de Haikai (Paula Ziegler - João Pessoa)  e duas mesas-redonda para debates sobre diversos temas - artes marciais, anime, música, intercâmbio, japoneses noutros estados do Nordeste.
No auditório 3 ocorreram as apresentações de "anime", executado pelos componentes do seinenkai, atraindo muitos jovens, durante horas seguidas.
Ocorreram no salão as apresentações de artes marciais (judô, kendô, karatê, ninjutsu), sempre deslocando grande parte dos visitantes para aprecia-las. 
O encerramento foi fantástico, com a apresentação do grupo de taikô da ACBJ-PB, seguido do Yasokoi Soran, Matsuri Dance e Bon-Odori, pelo Seinenkai Recife, levando o público a invadir a pista e dançar junto estas tradiçoes milenares japonesas.
Sucesso de público conseguido graças a uma eficiente divulgação, que excedeu as expectativas mais otimistas e conseguiu agradar positivamente os expositores e organizadores do evento.  
Ficou comprovado que existe uma forte demanda pela cultura japonesa, que estamos no caminho certo da integração com a cultura local e foi dado o passo primordial para a comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil"
 
texto:
G. G. Carsan

 


 

II FEIRA CULTURAL DA ACBJPB EM JOAO PESSOA

CLIQUE AQUI E VEJA AS FOTOS

RELATÓRIO DA II FEIRA CULTURAL: POR JORGE K. OASHI - CLIQUE AQUI

    

A Associação realizará a II Feira Cultural Japonesa de João Pessoa, nos dias 03 e 04 de Junho de 2006, no Centro Turístico Tambaú.

Os horários da feira serão os mesmos para os dois dias: 14 às 21 horas.

Convidamos o povo em geral para visitar os stands e conhecer um pouco mais dessa cultura milenar.

Este ano, a novidade será por conta das palestras que estamos providenciando para levar conhecimento e importância ao evento.

Outras novidades estão sendo incrementadas e uma delas é o desfile de mulheres vestindo kimonos - roupa típica japonesa.

 

A II Feira Cultural está para ter início.
Estamos cuidando para tudo acontecer com sucesso!
É importante que os membros das comissões estejam atentos para fazer o melhor possível, visando a satisfação geral dos visitantes.
Esta II Feira será bem maior e está sendo muito bem divulgada através de cartazes, panfletos, boca-a-boca, rádio, faixas, jornais, internet.
Na internet, criamos uma comunidade no orkut (http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13258271), enviamos mail para os associados, mails para os amigos, mensagens e tópicos para outras comunidades como bairros vizinhos, etc. Os interessados estão ligando em busca de informações da feira e de como se associar.
Tudo é feito com muito carinho, com muita dedicação e responsabilidade, para que os visitantes se sintam em pleno Japão - e para isso, todos poderão reparar na ornamentação, que será ricamente linda! - composta de "chochin" (balões de papel na cor vermelha - luminárias) e "hana" (flores feitas de origami).
Venha conhecer este magnífico mundo novo que se abre em nossa querida João Pessoa, em nossa Paraíba.

 

capa folder.jpg (126061 bytes) II Feira Cultural da ACBJ-PB: programação

 

Sábado, dia 03.06.06

 

14:00

Abertura: autoridades convidadas do Consulado Geral do Recife, prefeitura, UFPB, Funjope, PB-Tur, Associação Cultural Japonesa do Recife (ACJR) e Associação Nordestina de ex-Bolsistas e Estagiários do Japão (ANBEJ).

 

14:45

Palestra: “A escola japonesa” com a profa. Mônica Pedrosa Amorim e “Programas de bolsas de estudo no Japão”, com Marisa Sayuri Tani, do Consulado de Recife.

 

16:30

Arte marcial: ninjutsu bujinkan, com a equipe Sakura dojō

 

17:30

Palesetra: “Hai-kai, uma contribuição da filosofia zen à arte poética” com Paula Ziegler. Haverá também o lançamento do livro “Pirilampos”, do haikaista paraibano Saulo Mendonça, com a presença do próprio autor.

 

19:00

Arte marcial: judô com prof. Bruno

 

20:00

Apresentação: “Música sõkyoku e cantigas escolares instrumentalizadas” com grupo de koto Jãopa, flautista Fernando Farias, com direção e arranjos da profa. Alice Lumi Satomi.

 

 

Domingo, dia 04.06.06

 

14:00

Palestra “Pioneiros da imigração japonesa na Paraíba”, com Dr. Ítalo Kumamoto

 

15:30

Arte marcial: kendō com o grupo Mugen-kai, do prof. Márcio.

 

16:30

Palestra “Atividades, presença e formação no exército brasileiro: ações sociais e infra-estrutura do Grupamento de Engenharia do Nordeste”, com o general Paulo Kazunori Komatsu.

 

18:00

Arte marcial: karatê com o grupo Kotobuki Karake Kyōkai, com prof. Artur

 

19:00

Encerramento: apresentação musical com grupo Hakuhinode (UFPB), escola Suzuki, prof. Ademar Rocha e grupo Jãopa.

 

Exposições permanentes: dobraduras de papel, incluindo oficinas com o grupo Origami-jampa; culinária; anime manga (fanzine), com o grupo Animesatsu; haikai (poemas), de Paula Ziegler; orquídea e bonsai, do sr. Kazuo Adachi; shodō (caligrafia) livros, CDs, fotos, utilitários e ornamentos japoneses, dos associados da ACBJ-PB, massagem com Tomiyuki Sato. Especialmente de Recife virão as profas. Wakiyama, de ikebana (arranjo floral) e Meire Ikeda, de tenmari (bolas trançadas com lã multicolorida).

A Comissão organizadora avisa que haverão lindas camisetas à venda na feira. Mas corra, a tiragem é limitada. 

 

Compareça, convide seu amigo, seu vizinho, aproveite desse pedaço do Japão em nossa cidade.

 

 

 

 IX Feira Japonesa do Recife

Local: Rua do bom jesus, recife antigo

Em 27 de novembro de 2005, a ACBJ-PB participou da IX Feira Japonesa do Recife, entre 9 e 16 horas.

Relato IX Feira Japonesa do Recife

Em 27 de novembro de 2005, a ACBJ-PB participou da IX Feira Japonesa do Recife, realizada na Rua do Bom Jesus, Recife Antigo, entre 9 e 16 horas.

Jorge Oashi, segundo secretário, incumbiu-se de organizar a lista de interessados e o transporte, conseguindo um micro-ônibus com capacidade para 27 passageiros, completados por: Miriam e Takeshi Yatoji, Toshio, Nobu, Toshinobu, Terezinha, Cristina, Karina e Haira Adachi, Rodolfo e Iara Manabe, Alice Satomi, Fernando e Mayara Farias, Takaaki e Ana Emília Uenaka, Akio, Yoko e Kenji Saito, Teresa e Celso Silva, Mauro e Virgínia Kyotoku, Tereza Mitsunaga e Maité Kuleza, Tetsuji, Haruno e Akemi Saito, Washington e Carol. Em veículos particulares foram Jorge Oashi e Osvaldo Oashi com as respectivas famílias, Aldo e Cinthia. Lá, ainda se juntou o Gustavo Kyotoku. Ao todo estávamos em treze famílias, totalizando 40 pessoas e duas pessoas do Animesatsu. Na próxima, podemos pensar em um ônibus.

Foi marcado para encontrarmos às 6 horas, na frente da Física, e conseguimos sair antes das 7 horas. Tivemos uma parada de uns 25 minutos no “Café da Roça” e alcançamos o Recife Antigo às 9 horas. Na praça central estavam sendo ajeitados os bonsai das mais variadas plantas, árvores, arbustos, inclusive de frutas e de flores. Numa das barracas um ceramista paraplégico amoldava diversas formas de temáticas da cultura japonesa. À frente da rua Bom Jesus, um palco enfeitado de luminárias de papel, e a rua e árvores enfeitadas de trabalhos de papel muito coloridos, imitando os koi (carpas) e flores de tanabata.

Lá chegando, nos foi reservado um ótimo ponto: a terceira barraca à direita entrando na rua Bom Jesus, vindo do palco. Nossa barraca expôs os origami de Gustavo e Maité e colocamos à venda as camisetas da ACBJP; os rakkyô feitos por Mauro e Virgínia; outras camisetas e utilitários de limpeza, trazidos pela Alice; kimono e apetrechos de cozinha, trazidos por Mauro e Iara. Com aquele kimono vermelho no fundo, nossa barraca ficou com um visual multicolorido e diversificado.

Na rua Bom Jesus estavam perfiladas as seguintes barracas: ANBEJ – Associação Nordestina de Bolsistas Estagiários da JICA, JICA – Japan International Corporation Agency, ACJR – Associação Cultural Japonesa do Recife (Seinenkai, escola de língua japonesa, grupo de origami, ikebana e temari), consulado, Sôka Gakkai, bem como representantes comerciais de produtos alimentícios (ovos Tamago, Yakult, Azuma Kirin, Star Orient) confecções (Japan Society), esportivos, terapêuticos e, principalmente, decorativos artesanais (tenmari, origami zôri, yukata, happi). A rua paralela estava tomada por barracas de Anime Manga e a transversal por barracas de comidas típicas (yakisoba, sushi, pastel, harumaki, etc.).

Um pouco depois das dez horas, houve a abertura oficial com palavras do cônsul geral Eiji Ito – que enalteceu o espírito e a arte samurai, símbolo da IX Feira – e do prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva, sempre presente desde a V Feira. Em seguida, munidas com martelos de madeira as duas autoridades realizaram a quebra do taru, barril de sakê na cerimônia chamada Kagami Biraki, para trazer sorte e felicidade.

Após a demonstração de arte samurai por um grupo de kendô, arte marcial com bastão, seguiu a programação infanto-juvenil, onde foram apresentadas canções infantis tradicionais instrumentalizadas por um conjunto de flautas da Sôka Gakkai e outras mais modernas cantadas pelo Coral Infantil da Escola de Língua Japonesa da ACJR – Associação Cultural Japonesa do Recife. Depois, uma senhora ensinou a fazer ginástica, gestualizando a canção Sakura.

A grande atração da programação, durante o período que permanecemos na feira, foi o grupo Minbu, que veio especialmente de Ribeirão Pires (SP), dançar músicas tradicionais modernizadas, cujo ponto alto foi Yosakoi Soran Bushi, de Hokkaidô.

À tarde, no palco principal, ainda houve a programação do Anime Manga e demonstração de artes marciais das academias Kawamura, BKK, Nagai, Associação Pernambucana de Aikidô, Gustavo, Gouveia e Saldanha. Da programação geral , perdemos o desfile de kimono, às 17:30 hs, o destaque internacional Akira Satake (shamisen e banjo) e Antoine Silverman (violino), de Nova York, às 19 hs., e o bon odori de encerramento, às 20 hs.

Ás 15:30 horas, começamos a desmontar a barraca e às 16 horas estávamos todos de volta no micro-ônibus para visitar o kaikan da ACJR, à R. Prefeito Antônio Pereira, s/n, Curado, próximo à rodoviária TIP. Com portal, pedra fundamental e telhado oriental, a sede de Recife é grande e acolhedora. Um grande salão com palco no meio da construção constituída de sala de aulas, dormitórios para estudantes, cozinha, sala de reuniões, banheiros, biblioteca, administração, consultório médico e odontológico. Do lado de fora, quadra de gateball e futebol. Às 19 horas estávamos de volta, na UFPB, conforme o prévisto.

Fomos bem recepcionados por Zélia, da ANBEJ, Kenichi Iwata e Takeshi Komurô, da ACJR, Eiiji Ito e Goto, do consulado geral do Recife. O intercâmbio foi intenso, tanto por parte dos issei, da diretoria, professores, pessoal do origami e anime. Nossa presença foi importante para confirmar o entusiasmo realçado pela matéria publicada no boletim da ANBEJ sobre a nossa I Feira Cultura Japonesa da ACBJP.

Agradeço a presença de todos e, especialmente, ao empenho de Jorge Oashi e ao desempenho das famílias Kyotoku, Mitsunaga e Manabe (na barraca da ACBJ-PB).

 

João Pessoa, 28 de novembro de 2005.

 

Alice Lumi Satomi

Presidente da ACBJ-PB

 

 

 

 

Local: Centro Turístico Tambaú - João Pessoa - PB

Exposição e Vendas de Livros, Camisetas, Fotos, Bento, Oficina de Origami, Haiku, Anime Mangá

Recital de Música Japonesa, Apresentação de Artes Marciais, , Tai-Shi-Chuan, Bonsai, Flores

I Feira Cultural da ACBJP Comentada

A ACBJP – Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba, entidade sem fins lucrativos em vias de formalização, vem reunindo entusiastas da cultura japonesa (34 famílias, das quais 22 com ascendência japonesa), desde novembro de 2004, nesta capital. Até agora a Associação levantou a existência de outras quarenta famílias de origem japonesa no Estado da Paraíba, especialmente em João Pessoa. Levantar a história da imigração japonesa na Paraíba já é uma das premissas naturais da associação, à medida que vão se agregando os imigrantes mais antigos.

A iniciativa da associação partiu de um pequeno grupo de professores da UFPB e seus amigos, que percebeu um crescente interesse pela cultura nipônica através da procura de estudantes (do ensino fundamental ao superior) pelo tema, do número de restaurantes e do grande público presente num recital de música clássica japonesa no cine Bangüê, em outubro passado.  A ACBJP pretende num primeiro momento promover cursos de idioma, dobradura em papel, culinária e música.

Este mês é um marco histórico para a comunidade, pois trouxe, em 18 de junho de 1908, a primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil. Visando comemorar a data e anunciar a Associação para a comunidade pessoense, resolvemos montar uma pequena feira, onde pudesse ser exibida a cultura japonesa em alguns de seus aspectos disponíveis na cidade: comidas típicas, arte da dobradura de papel, artes musicais e jardinagem (bonsai e exposição de orquídeas) artigos e produtos relacionados (livros, objetos utilitários e decorativos), estiveram ao encargo de sócios da ACBJP. O grupo Matsuri foi responsável pela exposição de anime manga (fanzine japonês) e a academia Sakura Dojô pela exibição da arte marcial ninjitsu (Bujinkan).

A feira foi realizada nos dias 4 e 5 de junho, no hall do Centro Turístico Tambaú. A abertura no sábado contou com a presença de autoridades locais e o encerramento, no domingo, com a apresentação do Centro Musical Suzuki, de João Pessoa.

 

Comentário de Alice Lumi Satomi[1]

Embora não tenha tido tanta repercussão na mídia pessoense, a nossa I Feira saiu caprichada (considerando muita coisa na última hora). O local ficou aconchegante, o clima atmosférico e humano agradáveis. Acho que todos os participantes, expositores e colaboradores, associados e visitantes ficaram bem impressionados em relação a esse batizado “com o pé direito” da Associação.

No início, confesso que estava insegura sobre tudo aquilo que foi anunciado. Mas, assim que Fernando[2] e eu chegamos ao Centro Turístico Tambaú, Geraldo[3] já estava lá com o sr Saito[4], com as mesas e cadeiras e já iam fazer uma segunda viagem, para o Bessa, buscar o som, embaixo de muita chuva (na volta o Rodolfo Manabe[5] também ajudou a levar o material para o Bessa).  Logo, chegou outro suporte humano poderoso (Mauro Kyotoku[6] e Tereza Mitsunaga[7] com suas famílias, Maité Kulesza[8] ainda trouxe dois integrantes do Origami Brasil), que logo providenciou o formato da I Feira, com um canto dos origami[9]s receptivo, colorido, de delicada plasticidade. Mauro trouxe uma mesa especial para as oficinas com ilustrações em vídeo e no notebook, e ainda sobrou para ele buscar as camisetas. Acho que foi o canto mais freqüentado, estava sempre cheio de crianças e até adultos dobrando os papéis. As placas designativas bi-língües elaboradas pela Maité (kanji[10]s do Geraldo) deram um toque especial de capricho e organização.

Depois foram chegando Paula Ziegler[11] e Michel Lucena[12], que participaram não só com seus próprios haikai[13]s, mas também de outros poetas brasileiros, poemas consagrados japoneses traduzidos e resultados de oficinas para crianças. Enfim uma abordagem criteriosa e didática.

Michel Phillipe Vasconcelos, que estudou a arte do bonsai[14] no Canadá, trouxe vídeos, livros e preparou ao vivo alguns bonsai. O tempo todo concentrado, o tanto quanto Gustavo Kyotoku permaneceu nos origami.

Os jovens do grupo Matsuri também trouxeram vídeos, revistas em quadrinhos de anime mangá e dois desenhistas auto-didatas deram provas ao vivo de seus talentos.

Alguns visitantes e participantes da I Feira tiveram a oportunidade de receber relaxantes massagens expressas através das mãos mágicas de Tomiyuki Sato e Pierce.

Nas mesas da culinária foi cuidado para que matérias primas fossem vendidas mais em conta do que nos supermercados da cidade. O público pode degustar iguarias típicas de Olinda Muranaka (obentô[15]), da família Manabe (combinados de sushi[16]) e do casal Saito (tofu[17] e doce de arroz).

Na mesa da Associação, as camisetas e os CDs foram bastante procurados. No domingo, a mesa de orquídeas do sr. Toshio Adachi, forneceu outro colorido especial à feira.

Valeu a participação de Mioco Gomes[18], que fez uma boa divulgação, ficou atenta e de prontidão durante os dois dias da feira. Agradecimento especial à radialista Maria Ferreira que emprestou os kimono[19]s e ficou de plantão no sábado. Valeu também a participação do pessoal que ajudou no encerramento como Takako Watanabe[20], sua filha Sarinha, e o casal Nelson[21] e Marilda Assato.

Enfim foi bonito de se ver que prevaleceu o tom de cordialidade e o senso de coletividade: união, cooperação e boa vontade dos participantes (expositores, convidados e associados).

 

Comentário de Geraldo Santos

Um dos aspectos mais marcantes na I Feira da ACBJP foi a programação artística, que incluiu quatro performances de música e duas demonstrações de artes marciais.

Na abertura do evento a presidente Alice Lumi Satomi convocou o sr. Zélio, da gerência da PB-Tur, que proferiu palavras de incentivo e estímulo, salientando o valor da ampliação do conhecimento cultural que o evento oferece para a comunidade pessoense. Em seguida, os irmãos André e Sara Araújo de Souza, jovens virtuoses que estudaram violino pelo método Suzuki, tocaram arranjos instrumentais de Koinuma Hiroyuki do cancioneiro tradicional e infantil tais como: “Hamabe no Uta [Canção da Praia]”; “Kâsan no Uta [Canção para a Mamãe]”, “Akatonbo [Libélulas]” e “O jardim do Texugo” e “A Ponte de Edo”, com a participação do cellista Kayami Satomi, e acompanhamento no teclado pela presidente. Por sua linguagem universal, a música proporciona momentos de puro êxtase e tem o poder de atrair gente de todas as nacionalidades.

No final da tarde do sábado, tivemos uma belíssima apresentação de arte marcial Ninjitsu, comandada pelo prof. Simão Freitas, da Sakura Dojô [Academia Flor de Cerejeira], que funciona na Sonho d'Água, mostrando aspectos dessa luta milenar, que atraiu todos os presentes para formar um círculo e acompanhar atentamente as investidas e defesas seja com as mãos livres ou com bastão.

Em seguida, no encerramento do Sábado, tivemos uma apresentação de música clássica japonesa com a família da Presidente da ACBJP (Alice e Mayara tocando a cítara tradicional O-kotô, Fernando na Flauta e Kayami no Violoncelo) executando pérolas musicais: “Rokudan no Shirabe [Estudo em seis ciclos]”, de Yoshizawa kengyô; “Haru no Umi [Mar da Primavera]”, de Michio Miyagi e um arranjo elaborado por Alice da célebre canção “Sakura”.

No Domingo, a abertura esteve por conta do grupo musical Hakuhinode [Sol Nascente Brasileiro], do Depto. de Educação Musical, com participação especial da professora Harue Tanaka, do Depto de Música da UFPB.  Desta vez as canções “Sakura”, “Furu-sato [Antiga Terra Natal]” “Hana [Flor]” “Akatonbo” e “Ue o muite [Olhando para o céu]” foram realmente entoadas pelos integrantes do coral universitário: Érika Kallina, Juliana Sarmento, Michel Lucena, Marconi Fábio e José Carlos. Todos muito aplaudidos. Para os presentes era como se ouvissem um recital numa praça no Centro de Tóquio ou Osaka. Também contou com a participação instrumental de Alice Lumi, Fernando Farias, e seus filhos Kayami e Mayara.

À tarde, uma demonstração de T’ai-chi Chuan, técnica energética baseada em movimentos de arte marcial, com o grupo Takinã, da ADUFPB-JP, teve a participação aberta aos visitantes, que começaram meio tímidos e foram se soltando, até conseguir um tapete harmônico de formas e movimentos. Foi mais um momento importante, pois apresentou essa arte ainda pouco conhecida do grande público.

A I Feira Cultural da ACBJP encerrou com uma exibição de gala do Centro Musical Suzuki de João Pessoa, sob a regência do professor Ademar Rocha comandando a sua equipe armada de afiadissimos violinos, composta por crianças e jovens entre 5 e 17 anos de idade, que arrancaram aplausos a cada execução.

Desde a abertura do evento – com as palavras do representante da PB-Tur, abrindo as portas para a ACBJP e sugerindo a inclusão da feira no Calendário Oficial de Eventos Turísticos do Estado – até o seu encerramento, tudo ocorreu acima da expectativa, de forma diversificada, mas harmoniosa. E ficou para todos o desejo de repetir a dose em breve.

 



[1] Presidente da ACBJP, profa. do Depto. de Educação Musical e coordenadora do NUPPO – Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular, da UFPB.

[2] Fernando Farias, associado assíduo, é professor do Depto. de Educação Musical, da UFPB, e flautista do Quarteto Romançal, de Recife.

[3] Geraldo Carvalho Santos, proprietário de estúdio fotográfico, é o primeiro secretário da ACBJP.

[4] O sr Tetsuji Saito, pescador aposentado por companhia japonesa e sua esposa Haruno são também assíduos na Associação.

[5] Rodolfo Tsuyoshi Manabe, professor do Depto. de Psicologia da UFPB, é o vice-presidente da ACBJP.

[6] Mauro Kyotoku, professor do Depto. de Física da UFPB com dois pós-doutoramento, tem providenciado o local para nossas últimas reuniões.

[7] Tereza Kulezka, professora da Medicina da UFPB, integra o conselho fiscal da ACBJP.

[8] Maité é filha de Tereza, que acaba de chegar de um doutoramento em matemática, pela USP.

[9] Arte da dobradura de papel.

[10] A escrita japonesa é composta por dois alfabetos silábicos, o hiragana e o katakana, e um de ideogramas, ou kanji.

[11] Funcionária da Coordenação de Extensão da UFPB.

[12] Estudante de Comunicações, integra o grupo de estudos de haikai com Paula e também o coro Hakuhinode.

[13] Poema japonês com a estrutura silábica 5+7+5, cuja estética inspirou muitos poemas concretos, no ocidente.

[14] Arte da miniaturização de plantas e árvores.

[15] Equivalente à uma marmita, contendo uma refeição completa à base de arroz, prensados e fritura.

[16] Prato típico japonês à base de arroz cozido com tempero agridoce (vinagre e açúcar), que podem ser cobertos com o sashimi, ou peixe crú.

[17] Conhecido como queijo de soja.

[18] Professora aposentada pela Física, da UFPB, que, atualmente, ministra curso de inglês.

[19] Veste tradicional japonesa.

[20] Professora aposentada pelo Depto. de Sistemática e Ecologia, da UFPB.

[21] Engenheiro de empresa de cerâmica, em João Pessoa.