PALAVRA DO 2º. PRESIDENTE : RODOLFO T. MANABE (NOV/2006 ~NOV/2008)

Nos dias atuais, o local mais distante de casa parece não ser tão longe se comparado com um século atrás. Mesmo assim é longe. Nossos pais ou avós viam nessa distância, a esperança de vida melhor. Por isso, já vinham preparados para amar a nova terra e lutar pela felicidade. Foi nesse espírito que a maioria de nós foi educada, com trabalho, perseverança, dedicação, respeito, honradez e sobretudo amor a terra. Somos portanto, orgulhosamente brasileiros.

A nossa educação, como a de todos os brasileiros, foi recheada de valores da cultura dos nossos ancestrais com a cultura local. Assim, associar os melhores aspectos de cada uma é importante para termos uma cultura sólida em valores dignos e humanitários. Nesse aspecto, a nossa associação visa não só divulgar a cultura japonesa, mas também manter uma integração com os diferentes valores, respeitando os limites de cada um.

Rodolfo Tsuyoshi Manabe


 

Palavra da  1ª.  Presidente : alice l. satomi (nov/2004 ~nov/2006)

A ACBJ-PB – Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba, entidade sem fins lucrativos, vem reunindo entusiastas da cultura japonesa, desde novembro de 2004, nesta capital, com intuito de cultivar alguns saberes tradicionais dessa cultura milenar, promovendo cursos, atividades de recreação, intercâmbio e atividades culturais.

Na primeira reunião reuniram cinco famílias e no cômputo geral das dezessete reuniões subseqüentes já compareceram 57 famílias das quais 34 com ascendência japonesa. Até agora a Associação levantou a existência de outras 61 famílias de ascendência japonesa, somando 95 famílias.

Embora a imigração japonesa no Brasil esteja perto dos cem anos, na Paraíba, somente na década de 40, consta a presença de famílias de japoneses instaladas às margens do Jaguaribe (que corta a capital paraibana), mas como tiveram suas lavouras confiscadas durante a Segunda Guerra, não se tem notícia de alguma família remanescente daquela época. Parece que a família mais antiga, em João Pessoa, é a do sr. Eiji Kumamoto. Na década de 50, chegou um número mais expressivo para a atividade de pesca em Cabedelo (município da grande João Pessoa). Até então a imigração trouxe um contingente para o setor primário, como a lavoura e pesca. Já na década de 70 começam a migrar descendentes para atividades do terceiro setor, de outros estados brasileiros, principalmente de São Paulo. Só na Universidade Federal da Paraíba temos 19 famílias entre professores e funcionários.

Nos festejos do primeiro aniversário da ACBJ-PB, além do passeio para a granja Ilha Bonita, fomos participar também da IX Feira Japonesa do Recife.

Numa época em que o ser humano parece viver de uma forma cada vez mais consumista, tecnicista e individualista, creio que os passos iniciais da ACBJ-PB têm caminhado em direção ao desenvolvimento cultural e social dos seus membros, envolvendo-os em um convívio mais coletivista e humanístico, aproximando-os de uma cultura que sabe equilibrar, ou conciliar, modernidade e tradição.

 

Alice Lumi Satomi

 

(voltar)